Vida extraterrestre na terra
Vida extraterrestre é a vida que não se origina a partir do planeta Terra. É também chamada de vida alienígena. Estas formas de vida, ainda hipotéticas, podem variar de organismos simples, como bactérias, até seres muito mais complexos do que os humanos. Também foi proposta a possibilidade de que vírus podem existir em meios extraterrestres.[1]
O desenvolvimento e a pesquisa de hipóteses sobre vida extraterrestre é conhecido como "exobiologia" ou "astrobiologia", embora a astrobiologia também considere a vida baseada na Terra, em seu contexto astronômico. Muitos cientistas consideram que a vida extraterrestre é plausível, mas ainda não há nenhuma evidência direta de sua existência.[2]
Desde meados do século XX, houve uma contínua busca por sinais de vida extraterrena, desde radiotelescópios usados para detectar possíveis sinais de civilizações extraterrestres, até telescópios usados para procurar planetas extra-solares potencialmente habitáveis.
Ciência
A hipótese de formas de vida alienígena, tais como bactérias, foi levantada a existir no Sistema Solar e em todo o universo. Esta hipótese baseia-se na vasta dimensão e nas leis físicas consistentes do universo observável. De acordo com este argumento, feito por cientistas como Carl Sagan e Stephen Hawking, seria improvável que a vida não existisse em algum lugar fora do planeta Terra.[3][4] Este argumento é incorporado no princípio de Copérnico, que afirma que a Terra não ocupa uma posição única no universo, e no princípio da mediocridade, que sugere que não há nada de especial sobre a vida na Terra.[5] A vida pode ter surgido de forma independente em muitos lugares em todo o Universo. Alternativamente a vida também pode se desenvolver com menos frequência, mas se espalhar entre planetas habitáveis através da panspermia ou exogênese.[6] Em qualquer caso, as moléculas orgânicas complexas necessárias para a formação da vida podem ter se formado no disco protoplanetário de grãos de poeira ao redor do Sol antes da formação da Terra com base em estudos de modelos computacionais.[7] De acordo com estes estudos, este mesmo processo também pode ocorrer em torno de outras estrelas que mantêm um sistema planetário.[7] Entre os locais sugeridos em que a vida pode ter se desenvolvido no passado estão os planetas Vênus[8] e Marte, em Europa, uma das luas de Júpiter,[9] e em Titã e Encélado, duas das luas de Saturno.[10] Em maio de 2011, os cientistas da NASA informaram que Encélado "está emergindo como o local mais habitável além da Terra no Sistema Solar para a vida como a conhecemos."[11]
Desde os anos 1950, os cientistas têm promovido a ideia de que "zonas habitáveis" são os locais mais prováveis para a vida ser encontrada. Um estudo publicado em 2016 sugere que as nuvens estelares velhas podem ser os melhores lugares para uma civilização avançada sobreviver em uma galáxia. Estrelas de longa vida nestes aglomerados e a relativa facilidade de se "saltar" de um sistema estelar para o próximo poderia fornecer um espaço seguro para qualquer espécie tecnologicamente experiente que pode deixar sua casa e estabelecer postos avançados em torno de outras estrelas[12][13]. Várias descobertas nesse tipo de zona desde 2007 têm estimulado estimativas sobre a frequências de habitats semelhantes à Terra, com números que chegam em muitos milhares de milhões.[14][15] Até 2013, no entanto, apenas um pequeno número de planetas foram descobertos nestas zonas.[16] Não obstante, em 4 de novembro de 2013, astrônomos relataram, com base em dados da missão espacial Kepler, que poderia haver cerca de 40 bilhões de planetas do tamanho da Terra que orbitam em zonas habitáveis das estrelas semelhantes ao Sol e anãs vermelhas apenas na Via Láctea,[17][18] sendo que 11 bilhões deles podem estar orbitando estrelas semelhantes ao Sol.[19] O planeta deste tipo mais próximo pode estar a 12 anos-luz de distância, de acordo com cientistas.[17][18] Astrobiólogos têm também considerado "seguir a energia" de "potenciais habitats".[20][21]enhou um papel importante em obras de ficção científica.
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